sexta-feira, 27 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
"...E ainda isto: não creia que aquele grande amor que um dia se impôs ao senhor, quando garoto, perdeu-se. Será possivel saber com certeza se, naquele tempo, não amadureceram grandes e belos desejos, propósitos dos quais o senhor vive ainda hoje? Acredito que aquele amor permanece tão forte e intenso em sua lembraça porque foi sua primeira solidão profunda, o primeiro trabalho íntimo com que o senhor elaborou sua vida."
MEU,
Rainer Maria Rilke
MEU,
Rainer Maria Rilke
quinta-feira, 5 de março de 2009
"É chegado o momento de encarar as horas!" disse Virgínia. E como elas passam depressa e se acumulam sobre a vida. Horas que as vezes passam sem consciência alguma e se perdem na alucinação de momentos entorpecentes. Sou daqueles que fazem questão de curtir cada milésimo de segundo do momento, tudo como se fosse o ultimo. Me jogo ao vento do agora e me deixo levar para o depois na maioria das vezes de olhos fechados e em silêncio, tudo para ouvir o que o "ao redor" tem para me dizer. Com tantas horas vividas, que eu ainda acho pouco, aprendi que nunca nada é igual ao que passou, mesmo. Talvez seja melhor, talvez pior, mas o que foi nunca mais vai ser e é por isso que as vezes me julgam inconsequente, louco ou seja lá o que for. Não, tenho muita consciência do que faço mesmo que as vezes sejam decisões tomadas no ímpeto da paixão. Melhor me arrepender do que fiz do que deixei de fazer. Prestes à completar mais um ano de vida e fechar um ciclo de horas inteiras da minha vida, paro pra pensar no que foi que eu fiz, o que foi que eu plantei pra colher mais tarde, daqui à pouco, daqui à muito, sei lá... E não é que é realmente preocupante isso de plantar para colher?! E o que foi que eu aprendi com as horas que vou levar de lição para o futuro?! Tenho medo das horas, dos dias, dos anos.. Medo da maturidade, não que eu seja irresponsável, quer dizer... sei lá... Tem algo de moleque em mim, desses que passam à tarde empinando pipa, brincando na terra sem preocupação alguma em me sujar, rasgar minhas roupas, sem me preocupar com o depois... Depois eu resolvo! E essa tal maturidade?! O que ela traz consigo?! A preocupação com o amanhã? Ter que ter a agenda organizada para encaixar um compromisso n'outro tudo com hora marcada para começar e para terminar... Mas e se for bom? E se eu quiser ficar? Atraso, aff... Ao mesmo tempo, gosto do peso e do respeito que ela traz consigo; ser escutado e ser entendido com seriedade. Deixar de ser visto como um menino bobo que ainda não sabe nada da vida, que ainda não viveu o suficiente. Se o mundo soubesse o valor do pensamento de uma criança, se desse a devido importância à uma frase dita por suas boquinhas... Pra começar duvido que haveria guerras! Os melhores conselhos que recebi na vida foram de crianças. Tive uma idéia! Vou usar a responsabilidade que ganho junto com os presentes de aniversário e ser um divulgador das idéias infantis, será que me levariam à serio?!
Repara, como eu já começo à pensar como um velho... Contraditório, não?!
Repara, como eu já começo à pensar como um velho... Contraditório, não?!
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